terça-feira, 14 de junho de 2011

O lúdico no Universo Infantil

A importância do lúdico no universo infantil destaca a imagem da criança que sempre considera o mundo como sendo de encantamento e mistério e magia. Isso mobilizou os pesquisadores com relação ao universo infantil onde assim nasceram teorias valiosas sobre o desenvolvimento cognitivo e afetivo da criança. A partir destas pesquisas, não pode-se negar as contribuições de Piaget ou Vygotsky no campo da psicologia cognitiva e à psicanálise devemos inúmeras contribuições nos estudos sobre as relações entre a imaginação e a formação da identidade da criança.
Assim, destaca-se que as brincadeiras lúdicas e histórias desempenham papel fundamental no desenvolvimento afetivo e cognitivo das crianças, os estudos sobre o jogo infantil possibilitam identificar a construção da função simbólica que se faz através da representação e permite destacar o pensamento da ação.
A brincadeira fornece para a criança uma transição de representação a qual apresenta função simbólica com relação a utilização dos objetos como signos e a possibilidade de executar ações representativas. Na brincadeira, o que é regra acaba se tornando um desejo que no futuro, segundo Vygotsky, constituirá o nível básico da ação e da moralidade.
Segundo Vygotsky, na brincadeira os objetos perdem sua força determinadora sobre o comportamento que a criança apresenta, pois a sua ação em situação imaginária, ensina a criança a dirigir seu comportamento não pela situação, mas pelo significado que estas apresentam.
O desenvolvimento que a criança apresenta com relação a imaginação está associado com aquisição da linguagem que possibilita à criança imaginar um objeto que ela nunca viram, assim, a criança aprende a separar a ação real de outra ação, desenvolvendo a vontade, a capacidade de fazer escolhas conscientes e operar com situações que levam ao pensamento abstrato.
O contato com o lúdico, com os jogos, com o faz-de-conta se apresenta como sendo uma diversão e entretenimento, que revela sua importância no desenvolvimento do pensar da criança. Assim como também os contos de fadas, que falam de seus super heróis, outra forma que também é bastante explorada na literatura infantil são os chamados contos acumulativos que caracterizam-se como pequenas histórias encadeadas, populares e divertidas, que apresentar um desafio para as crianças encaram como sendo um jogo.

Referências Bibliográficas

VYGOTSKY, L. S. A Formação Social da Mente. São Paulo, Martins Fontes, 1984.
http://www.portaleducacao.com.br/ (acesso em 10/06/2011 ás 14:35)
www.recantodasletras.com.br (acesso em 13/06/2011 ás 17:00)

A criança

A concepção de criança é uma noção historicamente construída e conseqüentemente vem mudando ao longo dos tempos, não se apresentando de forma homogênea nem mesmo no interior de uma mesma sociedade e época. Assim é possível que, por exemplo, em uma mesma cidade existam diferentes maneiras de se considerar as crianças pequenas dependendo da classe social a qual pertencem, do grupo étnico do qual fazem parte. Boa parte das crianças pequenas brasileiras enfrentam um cotidiano bastante adverso que as conduz desde muito cedo a precárias condições de vida e ao trabalho infantil, ao abuso e exploração por parte de adultos. Outras crianças são protegidas de todas as maneiras, recebendo de suas famílias e da sociedade em geral todos os cuidados necessários ao seu desenvolvimento. Essa dualidade revela a contradição e conflito de uma sociedade que não resolveu ainda as grandes desigualdades sociais presentes no cotidiano.
A criança como todo ser humano, é um sujeito social e histórico faz parte de uma organização familiar que está inserida em uma sociedade, com uma determinada cultura, em um determinado momento histórico. É profundamente marcada pelo meio social em que se desenvolve, mas também o marca. A criança tem na família, biológica ou não, um ponto de referência fundamental, apesar da multiplicidade de interações sociais que estabelece com outras instituições sociais.As crianças possuem uma natureza singular, que as caracteriza como seres que sentem e pensam o mundo de um jeito muito próprio. Nas interações que estabelecem desde cedo com as pessoas que lhe são próximas e com o meio que as circunda, as crianças revelam seu esforço para compreender o mundo em que vivem, as relações contraditórias que presenciam e, por meio das brincadeiras, explicitam as condições de vida a que estão submetidas e seus anseios e desejos. No processo de construção do conhecimento, as crianças se utilizam das mais diferentes linguagens e exercem a capacidade que possuem de terem idéias e hipóteses originais sobre aquilo que buscam desvendar. Nessa perspectiva as crianças constroem o conhecimento a partir das interações que estabelecem com as outras pessoas e como o meio em que vivem. O conhecimento não se constitui em cópia da realidade mas sim fruto de um intenso trabalho de criação, significação e ressignificação.
Compreender, conhecer e reconhecer o jeito particular das crianças serem e estarem no mundo é o grande desafio da educação infantil e de seus profissionais. Embora os conhecimentos derivados da psicologia, antropologia, sociologia, medicina etc. possam ser de grande valia para desvelar o universo infantil apontando algumas características comuns de ser das crianças, elas permanecem únicas em suas individualidades e diferenças.

Texto retirado do Referencial Curricular Nacional para Educação Infantil, p. 21 e 22.

Dica de leitura

Educação Infantil – Prioridade Imprescindível (Celso Antunes)


O livro Educação Infantil – Prioridade Imprescindível é uma obra que trata de como desenvolver uma Educação Infantil de qualidade. Fundamenta-se em três idéias que são: esclarecer as novas descobertas sobre a Educação Infantil, enfatizar a importância do ambiente e da estimulação no desenvolvimento infantil, e revelar aos pais e educadores que o bom-agir educativo excede o sincero desejo de amor pela criança.
Segundo o autor Celso Antunes é essencial que as instituições de Educação Infantil, através de seus professores e juntamente com os pais proporcionem às crianças ambientes estimulantes, desafiadores. Também é essencial propiciar situações de cuidados, brincadeiras e aprendizagens orientadas de forma integrada e que possam contribuir para o desenvolvimento das capacidades infantis, desenvolvendo assim, um papel socializador.
Pesquisas sobre a mente humana revelam que é na Educação Infantil, ou seja, na faixa etária de zero a seis anos de idade, que as crianças estruturam sua personalidade. Então a maneira como a criança se desenvolverá futuramente tanto cognitivamente, socialmente, como afetivamente tem haver com a educação transmitida na fase da Educação Infantil.
É na Educação Infantil que o pensamento criativo, a sociabilidade e a arte de fazer, manter e administrar amizades, a consciência essencial do ser e das coisas, as bases do pensamento lógico, a abertura infinita das inteligências, plenitude das capacidades cognitivas, emocionais e motoras, o sentido da independência, o verdadeiro espírito de iniciativa, a sensibilidade para identificar, analisar e resolver problemas, a criação da hipótese, a segurança na expressão de sentimentos e opiniões, o controle do corpo e a imagem positiva de si mesmo que fundamenta a auto-estima são construídas, por isso essa fase é tão relevante na vida das pessoas.
Como diz o autor “A Educação Infantil é tudo” e para que esse tudo se transforme em realidade são necessários pais, professores e instituições bem preparadas, ou seja, pais e professores afetivos e motivadores, preocupados com o desenvolvimento da criança, e instituições estimulantes com recursos diversos, bom planejamento e objetivos pedagógicos, e ambientes que proporcionem segurança às crianças.
Essa obra de Celso Antunes é fascinante e muito importante. É uma leitura de fácil assimilação e voltada para professores, pais que buscam conhecer diferentes idéias relevantes para desenvolver um ensino significativo e prazeroso para as crianças da Educação Infantil.

Pedagogia, Educação Infantil - novos olhares

Segundo a Resolução do Conselho Nacional de Educação, CNE/CP n.1 de 15 de maio de 2006, na qual estabelece as Diretrizes Nacionais para o curso de Graduação e Pedagogia, licenciatura, garante que os profissionais formados em pedagogia poderão atuar em áreas como na Educação infantil, séries iniciais do ensino fundamental, apoio escolar e outros. Exemplo: Pedagogia Social de Rua, Pedagogia Hospitalar.

Há vários questionamentos sobre a atuação do Pedagogo, muitos julgam a sua atuação, apenas como professor, mas sua atuação é muito ampla podendo atuar em várias áreas, fora dos espaços escolares, isso muitas vezes é desconhecido por muitas pessoas, e até pelos próprios profissionais.

O pedagogo social de rua é aquele responsável em resgatar meninos e meninas de rua, que acolhe, da atenção, ensina, e ensina e aponta caminhos e ajuda a pensar em novas possibilidades a essas crianças.

Segundo Graciani (2005, p.194-195)

a Pedagogia Social de Rua é um trabalho, acima de tudo, de conquista e de afeto, que permitirá a permanência dos meninos pelo “desejo” de permanecerem, de serem considerados, de serem ouvidos, de poderem expressar seus anseios e angustias. Esses momentos, profundamente presente no cerne do conflito, são as reais possibilidades de emancipação e engajamento dos meninos(as) de rua ao novo projeto de vida.

O desafio do Pedagogo Social de Rua, não é manter os meninos(as) nas ruas, seu objetivo maior é a educação social, o tratamento dessas crianças que vivem de forma precária nas ruas.

Alguma das áreas, em que o Pedagogo pode atuar é em Hospitais auxiliando na aprendizagem da criança enferma, tentado amenizar o ambiente pesado do hospital. Ainda de acordo com o MEC, o ambiente hospitalar possibilita esse atendimento educacional que as crianças hospitalizadas necessitam, de uma educação especial profissional.

Referencias bibliográficas:

FONTES, Rejane de S. A escuta pedagógica à criança hospitalizada: discutindo o papel da educação no hospital. Revista Brasileira de Educação, n.29, p. 119 – 138, Maio /Jun /Jul /Ago 2005.

http://www.fortium.com.br/faculdadefortium.com.br/lucio_jose/material/social_rua.doc

segunda-feira, 13 de junho de 2011

A alfabetização na Educação Infantil

Em uma escola de Educação Infantil, muitas coisas são desenvolvidas nas crianças, cito algumas:
- coordenação motora fina e ampla;
- lateralidade;
- esquema corporal;
- socialização e interação com diferentes indivíduos;
- psicomotricidade;
- raciocínio lógico-matemático;
- percepção;
- oralidade;
- noções de espaço, tamanho e tempo.
Várias aprendizagens são propiciadas nesse espaço educativo. Trata-se de um local onde o lúdico é bastante explorado. Os professores quase sempre são guiados pelos princípios de educar e cuidar. Sabem que têm responsabilidade de ensinar as crianças, mas às vezes surgem dúvidas sobre o quê é apropriado ensinar para a faixa etária atendida e o que não é. Algo que nem sempre está claro é se devem ou não alfabetizar na Educação Infantil.
O que se pode observar é que nessa primeira etapa da educação básica, um espaço muito rico é proporcionado. O ambiente com cartazes de letras, os bilhetes enviados aos pais, os nomes das crianças em seus pertences, entre outras coisas, fazem com que os alunos percebam a importância da escrita. Em determinados momentos, eles apresentam grande interesse em ler e escrever algo, mesmo sem dominar o código. O professor precisa estimular essa vontade, porém às vezes não sabe se deve ou não.
O processo de alfabetização inicia-se bem antes da criança escrever letras ou identificá-las. Conforme Stemmer (2010, p. 135), “o desenvolvimento da escrita se dá [...] através do deslocamento do desenho de coisas para o desenho das palavras”. Sendo assim, a escrita acaba sendo muito estimulada nas escolas de Educação Infantil, pois várias atividades desenvolvidas levam, de certa forma, ao aprimoramento dessa linguagem. Acontece que em situações onde esse tipo específico de aprendizagem está mais notório, a maioria dos professores acaba sem saber como agir.
Com base nessa discussão, pode-se perceber que esse assunto causa muitas dúvidas. Sabemos que é impossível privar as crianças da alfabetização, mas não se pode impor o domínio da escrita na Educação Infantil.

Referência bibliográfica
STEMMER, Márcia Regina Goulart S. A Educação Infantil e a alfabetização. IN: ARCE, Alessandra; MARTINS, Lígia Márcia. (Org.). Quem tem medo de ensinar na Educação Infantil? Alínea, 2ª edição. p. 125-145.

domingo, 12 de junho de 2011

Sites destinados ao público infantil

1. JC Kids
http://www2.uol.com.br/JC/sites/kids/home.htm
2. Barbie
http://br.barbie.com/
3. Seninha
http://senna.globo.com/senninha/
4. Zuzubalândia
http://iguinho.ig.com.br/zuzu/
5. EcoKids
http://www2.uol.com.br/ecokids/
6. Kadike
http://www.kadike.com.br/
7. Junior
http://www.junior.te.pt/servlets/Home
8. UOL Crianças
http://criancas.uol.com.br/
9. BugiGangue!
http://www.bugigangue.com.br/bugigangue/html/princ.htm
10. SmartKids
http://www.smartkids.com.br/
11. Discovery Kids
http://www.discoverykidsbrasil.com/
12. Guri
http://www.guri.com/